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NR Channel – #3




Tia Jacy

Texto: Marcus Strozberg “Quinhas” / Entrevista: Fernanda Vivolo (Gerente de Férias)

Falar da Tia Jacy é falar de simpatia, beleza, elegância e amor, que iluminam os caminhos e as pessoas, por onde ela passa. Sempre com uma palavra de carinho, um sorriso no rosto, um interesse real sobre os outros. Ela sempre participou do NR, ao lado do saudoso Safo, desde o início, dirigindo o NR1 e acompanhando cada momento da vida do NR.
 
Tenho lembranças maravilhosas de momentos muito especiais em diversas temporadas de férias. No teatro, ajudando com os figurinos, na sala de artes, nos bate-papos nos caminhos e na varanda do chalé da Diretoria. Vi Tia Jacy tocando piano e cantando, uma linda voz, uma amante da arte em suas várias expressões.
 
Muito antes de se falar em empatia, hoje muito na moda, aprendi com ela que uma palavra de carinho e apoio pode resolver mais rápido que os remédios… Diversas vezes ajudou na enfermaria, dando carinho e atenção de mãe e avó. Uma especialista nesse assunto!
 
Tia Jacy sempre representou a presença feminina no NR, com sua delicadeza, força, carinho e elegância. Uma alegria tê-la conosco, sempre!
 
ENTREVISTA COM A TIA JACY:
Nesta edição comemorativa dos 90 anos da Tia Jacy, decidimos realizar uma entrevista com ela. Perguntas nos foram enviadas por acampantes, que passaram pelo NR ao longo desses 65 anos. Selecionamos algumas e o resultado está aqui abaixo! Esperamos que gostem. Fazer essa entrevista foi simplesmente uma delícia!!!

O que a motivou a criar este projeto tão grande? Teve alguma inspiração?
J: Sim, nos inspiramos em pessoas que faziam esse tipo de atividade na Europa. Algumas colegas minhas da escola Álvares Penteado, me falavam que os avós haviam participado de colônias de férias. Eu e o Affonso líamos muito sobre o assunto. Eu não me lembro se era na Inglaterra, que um professor havia criado uma escola que se chamava “Summerhill”. Inspirados nele vimos novas maneiras de lidar com as crianças. Sem ser à base de medo, sem ser com autoritarismo, uma coisa mais leve…
F: E por que vocês quiseram criar o acampamento? Porque vocês sentiram a necessidade de criar um?
J: Porque isso ia ao encontro de nossas aspirações como educadores. Pra nós era uma ideia tão boa, uma coisa que marcou tanto as nossas vidas. Nós fizemos uma primeira experiência, com 26 crianças, em julho de 1953. Queríamos pôr em prática todo esse conhecimento… Era uma novidade! Ao invés de pensarmos em outras coisas, eu e o Affonso (Safo, para os acampantes), pensávamos muito em educação. Pensávamos em ter muitos filhos…. em ter um colégio para os nossos filhos, em ter um acampamento para os nossos filhos. Então…. como para os filhos da gente, a gente só quer o melhor, decidimos também fazer para a juventude O MELHOR!
 
Como um acampamento pequeno chamado Nosso Recanto, se tornou essa grande empresa e um lugar incrível chamado NR?
J: Eu penso que foi por causa do ideal. Um outro esquema de educação, que fez com que se espalhasse e se solidificasse a ideia do Acampamento para jovens… com liberdade, com companheirismo e com respeito.
F: Você acha que esse crescimento teve alguma influência das pessoas que trabalharam no NR ao longo desses anos?
J: Nem há dúvida!! Eu imagino que nós sozinhos, nunca teríamos feito com que o NR crescesse. Nós tivemos pessoas maravilhosas ao nosso redor, que nos deram o maior apoio e sempre nos ajudaram. Sem contar todos os professores e monitores que foram gostando da ideia.
 
Como você se sente sabendo que a sua ideia fez e ainda faz a alegria de tantos jovens?
J: Agradecida, primeiramente a Deus… e a vocês todos que continuaram a ideia…. Então eu penso que a
ideia foi boa, né? (risos).
 
Qual o legado que quer deixar? Teria alguma frase que expressasse isso?
J: O legado? O legado é esse… o que temos agora. Que isso continue. Gostaria muito que todo o ideal do Professor Affonso e meu perdurasse durante muitos e muitos anos… sempre com vocês à frente… minha família… meus netos, meus filhos, que administram e que tomaram essa ideia como uma ideia muito boa. Uma frase??? Hum…. eu acho que foi muito amor, muita dedicação e muito respeito que fizeram com que todos gostassem tanto do NR. Tá bom assim? (risos)
 
Você imaginou em algum momento que a ida ao NR se tornaria o sonho de centenas de jovens em todo o Brasil?
J: Não, não, não… o que nós fizemos foi proporcionar para a juventude da época, o que a gente achava que era melhor. Tudo foi feito com muito amor e dedicação. Hoje, se eu pudesse, eu gostaria que todas as crianças do mundo fossem ao NR.
F: Eu também… um dia a gente chega lá, Vó! (risos)
 
Como você conheceu o Safo?
J: Eu conheci o Safo num curso. Neste curso, além de aluno, ele também foi meu professor de Latim. Se chamava “Curso de Madureza”. Como eu vim da escola de comércio para moças, e o Safo veio do seminário, os nossos diplomas não eram válidos. Por causa disso nos conhecemos, e desde então passamos a trocar ideias sobre ter muitos filhos e sobre fazer algo relevante para a comunidade. Tia Jacy, 90 anos por merecimento, não por antiguidade. A pergunta é: como ficar sempre tão jovem???
J: (silêncio) (risos) Não sei… Sabe…. acho que talvez tenha sido nunca pensar em mim em primeiro lugar. Sempre pensei antes de tudo na minha família, no NR, nas pessoas… e sempre quis fazer o bem.
F: E você acha que estar sempre rodeada de jovens, também ajuda?
J: Sim, sim! Viver rodeada de jovens faz com que a gente fique mais jovem, com certeza!
 
Qual foi a maior dificuldade para o NR ser o que é hoje?
J: Quando a gente começou a fazer temporadas no NR1, tivemos que trabalhar muito para poder deixar o lugar em condições de receber as crianças. Sapucaí-Mirim era uma cidade muito pequenininha. Esse início, no NR1, foi bastante difícil. Coisas fáceis hoje em dia, eram grande desafios… Não tínhamos onde comprar leite, pão… eu ia buscar tudo em Campos do Jordão ou São Bento do Sapucaí… enfrentava estradas de terra, porque ainda não eram asfaltadas.
As crianças ficam no acampamento 24 dias corridos. E nós não tínhamos toda essa equipe, que temos hoje. Montar esse time foi muito trabalhoso!
 
Se você hoje tivesse 16 anos, o que mais gostaria de aproveitar no NR?
J: (suspiros) O que eu mais gostaria??? Ah! Gostaria de aproveitar TUDO! Tanto a parte social de companheirismo, como as brincadeiras….. Iria participar de todas as atividades com certeza!!! Você sabe, Fernanda… eu sempre fui esportista! Eu fazia natação…. eu fui até militante!
 
Qual a sua sobremesa preferida do NR?
J: É…… Merengue de morango!
 
Uma última mensagem para todas as pessoas que frequentam o NR, sejam elas acampantes, professores, funcionários, monitores…
J: Se vocês quiserem que o acampamento perdure através dos tempos, é preciso muito amor… Acredito que é disso que o mundo esteja precisando… que a gente dê muito amor e que faça tudo de coração!


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